Em MG, trabalhadores constroem horta agroecológica na Escola de Energia Popular

Em mais um mutirão de trabalho voluntário, atingidos por barragens e estudantes construíram, nos dias 5 e 6 de agosto, a primeira horta PAIS (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável) na […]

Em mais um mutirão de trabalho voluntário, atingidos por barragens e estudantes construíram, nos dias 5 e 6 de agosto, a primeira horta PAIS (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável) na Escola Nacional da Energia Popular (ENEP). Esta é a primeira experiência de produção de alimentos saudáveis construída dentro da Escola, que começou suas atividades em junho.

 “Estamos trazendo para a ENEP uma experiência de produção já utilizada por famílias atingidas em vários estados brasileiros. Muitas outras iremos fazer aqui, sempre em mutirão com os trabalhadores que são os verdadeiros protagonistas desta proposta de Escola que tem o trabalho como princípio educativo”, afirma o militante do MAB, Thiago Alves.

A Escola Nacional de Energia Popular está sendo construída na Colônia Vaz de Melo, um terreno de 23 hectares que foi uma antiga colônia alemã iniciada depois da 1ª Guerra Mundial. Ao longo do século XX, o terreno foi usado para diversas finalidades como terra do Estado, inclusive escola de formação de professores. No final dos anos 1980, o terreno foi doado para a Fundação Marianense de Educação, órgão da Arquidiocese de Mariana, que organizou uma Escola Família Agrícola – EFA.

Além dos mutirões, a ENEP já realiza e acolhe atividades. Dias 15 e 16 de agosto vai acontecer o Festival de Cultura da Juventude Camponesa realizado pelos jovens do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e a primeira etapa do Curso de Energia Popular voltado para a juventude estudantil universitária.

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